
Invencível: assim Michael Jackson se considerava no começo da década de 2000. Se considerarmos o seu álbum de 2001, "Invincible" podemos afirmar isso. Porém o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Não devido ao desgaste de Jackson ou decadência do seu estilo. O disco é de uma produção grandiosa e de arranjos realmente primorosos. Talvez tenha sido esse o erro. Os arranjos são rebuscados demais, a primeira faixa de trabalho “Your Rock My World” se inicia com um dialogo interminável com Chris Tucker e somente depois começa a parte interessante da música que ainda sim é considerada a ultima grande canção de Michael Jackson. Outras musicas como “Privacy” são iniciadas por falas chatíssimas. Não tem o charme e a pegada de “Scream” do álbum anterior do cantor, “History”. Aliás outra canção deste disco, “You Are Not Alone”, deve ter sido o motivo para a inclusão de tantas baladas românticas. A certa altura do CD, são 3 seguidas: “Dont Walk Away”, “Cry” e The Lost Childrem”. São lindas canções, mas seguidas deixam qualquer disco deprimente. Onde estava o Michael de “Billie Jean” e “Bad”, por exemplo?. Isso fora a briga após o lançamento indevido da já citada “Your Rock My World” ao invés de “Umbreakable”, a faixa preferida de Michael. Pelo menos no single de estréia ele acertaria, bem claro, acertaria. Uma ótima faixa injustamente desconhecida. Como ficou provado ninguém é invencível. Nem o Rei do Pop.

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