sábado, 23 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE: A VOZ QUE TODOS QUERIAM OUVIR E A MULHER QUE NINGUÉM QUERIA VER



Ela era uma mulher de look curioso e exótico e dona de um estilo polêmico que deixava a todos (fãs ou não) intrigados. Bebia no meio de seus shows e quando todos pensavam que ela estava acabada, ressurgia das cinzas ainda que não estivesse em sua melhor forma.
Tinha dois discos gravados. Um era desconhecido. O outro continha uma música nada pop, mas que mostrava que viver era sua maior pirraça.
Em Rehab, Amy Winehouse dizia que queriam levá-la para a clínica de reabilitação, mas ela dizia “eu não, eu não, eu não”.
Há muito que sua vida pessoal, seu vicio em drogas e suas excentricidades ganhavam mais espaço do que sua música.
Há muito que tentava preparar seu terceiro disco. Uma hora era a gravadora que recusava as musicas por não concordar com o estilo delas. Outra era pelo fato de ter entrado no estúdio, mas ter aproveitado o tempo se intoxicando o mesmo que deveria ser usado com a produção de músicas.
Especulou-se até sobre um dueto com Lady Gaga.
Diziam que ela escrevia continuamente. Se tiver algo gravado, nem que seja uma voz guia, podemos ter certeza que seremos “contemplados” com esse possível material.
Era a mulher que fazia o gênero antidiva, aquela figura que volta e meia aparecia e jogava lama no mundo perfeitinho e pseudomágico do pop.
No dia 23 de julho de 2011, o mundo se deparou com a noticia de que ela havia sido encontrada morta em seu apartamento.
Saiu deste plano e foi morar na eternidade onde é o lugar das estrelas.
Poderia aqui falar sobre o que dezenas de jornalistas estão falando (a maldição dos 27 anos, uma carreira brilhante interrompida pelas drogas). Mas vou me deter á artista.
Pois vícios muitos têm. Mas arte de verdade poucas pessoas sabem fazer.
Amy era uma delas.